Natalinas - All Star Eyelets Blking Red


200 e blau na Virus - http://www.lojavirus.com.br/tenis-converse-all-star-eyelets-blking-red,product,0001100612030,3.aspx

Natalinas - Kioskerman, Las Tiras de Eden.

Natalinas - Queer Beats, How the Beats Turned America On to Sex


Pra quem ainda acha que o movimento Beat foi um movimento machista.

Ta, eu sei que voce nunca achou isso. To falando com a maioria.

16 doletas na Amazon. - http://www.amazon.com/Queer-Beats-How-Turned-America/dp/1573441880

Natalinas - Print The Legend : Cinema Et Journalisme



Porque de Louco, Jornalista e Critico de Cinema todo mundo tem um pouco.

Por 80 Reazinhos na livraria da Travessa - http://www.travessa.com.br/PRINT_THE_LEGEND_CINEMA_ET_JOURNALISME/artigo/f870cff8-010a-4ec3-af5a-7f57988ff8a8

Natalinas - Mutual Appreciation


Na mao o DVD do malandro Andrew Bujalski, que vc conhece do Funny Ha Ha.

20 doletas no site oficial do filme - http://www.mutualappreciation.com/

Natalinas - Rhythm Thief


Matthew Harrison tem a manha. Cine indie americano circa 1995.

18 doletas na Kino - http://www.kino.com/video/item.php?film_id=916

Natalinas - Robert Frank: The Complete Film Works: Volume 1


Pull My Daisy, The Sin of Jesus, Me and My Brother numa caixinha bem bacana, que tal?

90 doletas na Amazon. - http://www.amazon.com/Robert-Frank-Complete-Works-Brother/dp/3865213650/ref=sr_1_11?ie=UTF8&s=books&qid=1260918119&sr=1-11

Natalinas - Innocent When You Dream: The Tom Waits Reader


Prefacio de Frank Black, dos Pixies.

Tom Waits por: Charles Bukowski, Elvis Costello e Jim Jarmush. Voce nao quer mais nada, ne?

13 doletas na amazon.com - http://www.amazon.com/Innocent-When-You-Dream-Reader/dp/1560256672/ref=sr_1_4?ie=UTF8&s=books&qid=1261099179&sr=1-4

Natalinas - Gatos e Mais Gatos


Edicao Portuguesa importada. Encontrada na Livraria da Travessa, RJ


Nunca gostei muito de gatos. Há qualquer coisa naquele modo de ronronar, de ser arisco, de prezar a independência acima de tudo, de muitas vezes “não conhecer o dono”, que me fazem olhá-los de esguelha e raramente ter o impulso de uma festinha sentida.
Contudo, ao ver “Gatos e mais gatos” (1967), da Prémio Nobel da Literatura (2007) Doris Lessing, decidi arriscar, sobretudo pela curiosidade em conhecer a escrita desta mulher nascida na Pérsia e que tem nos gatos referências de vida.
Como seria de esperar, o livro vive de descrições de estórias destes felinos domésticos (e até dos selvagens), desde as longas superfícies da África do Sul até ao mais modesto apartamento nos subúrbios de uma Londres decadente. Existem descrições pungentes do sentimento de culpa de matar gatinhos recém-nascidos devido ao elevado número da ninhada e à falta de donos, episódios de salvamentos de uma gata parideira soterrada aquando de uma forte chuvada em terras para além da metrópole do British Empire.
Sobretudo, Doris Lessing descreve com grande mestria as relações de domínio, dependência e subserviência que se estabelecem entre Gata Cinzenta e Gata Preta, a primeira sempre tratada com maior desvelo e complacência advenientes da culpa (de novo esse sentimento tenebroso assola a Autora, de jeito autobiográfico?) em ter-lhe sido usurpada a maternidade. Nos comportamentos das gatas, nas pequenas diatribes e nas mais clamorosas injustiças, revemos as relações humanas, a certeza de que a maior parte da interacção entre os homens se baseia em equilíbrios de poder. É essa a verdade nua e crua que a Autora nos oferece, assim como a sua preferência pelos animais. De facto, poucas vezes Doris se refere às pessoas, o que nos faz pensar que, apesar da crueldade de algumas atitudes das gatas, tal é preferível a enfrentar, reflectido nos outros, o género de que somos constituídos (medo, fuga de Lessing?).
A cerca de metade da narrativa, nota-se alguma perda de força, como se os gatos tivessem decidido esparramar-se num telhado aberto a um dia solarengo, exigindo do leitor um sacrifício acrescido que, no final, acaba por compensar.
Não me reconcilie com os gatos, porém, aprendi a ver neles pessoas em ponto pequeno. Para o bem e para o mal. Como sempre.


Via http://tretaseletras.blogspot.com/2008/06/doris-lessing-gatos-e-mais-gatos.html

Natalinas - Diarios de Bicicleta



Diários de Bicicleta
Autor: Byrne, David
Editora: Amarilys

Desde o início dos anos 80, David Byrne, vocalista da banda Talking Heads, tem usado a bicicleta como principal forma de locomoção em Nova York, cidade onde vive. Quando viaja ou sai em turnê, ele sempre leva consigo uma bicicleta dobrável. A princípio, tal decisão foi tomada por mera conveniência. No entanto, quanto mais cidades visitava, mais o músico se tornava adepto desse meio de transporte...

500 dias de Verão



Clique na imagem acima para ampliar





500 dias de Verão

A tradução literal do título do filme “500 Dias com Ela” seria “500 Dias de Verão”. A mensagem do filme “500 dias de Verão” é que nessa vida tudo passa. Para o carioca não. O carioca vive 500 dias de verão. A diferença é que, quando chega a estação propriamente dita, tudo passa mais rápido, tudo fica mais ofegante, abafado, feliz, a vírgula substitui o ponto, o ponto substitui o parágrafo e, no caso deste texto, papel e lápis substituem o notebook, que esquenta demais para ficar no colo nesta noite de 30 graus, para ser suporte de ideias de uma cabeça quente e desorganizada pronta para um choque de ordem, porque no verão tudo precisa de um choque de ordem, seja flertes que querem virar romances, seja o que fazer com o décimo-terceiro, ou com o coração em final de campeonato brasileiro, com o fígado em véspera de carnaval, com as resoluções de Ano Novo, pois tudo no verão oficial passa desorganizadamente como um bloco de sujos numa quarta-feira de cinzas, e quando o prefeito nos chama de bloco de sujos, nós tocamos o bumbo solitário de quem paga imposto mas fica sem luz no Leblon, sem luz na Tijuca, e exigimos em troca um choque de ordem nas instituições que são sustentadas por nós, mas esquecemos os nós que somos nós, e o quanto sós estamos nós, que desatar e reunir faria do nosso verão uma estação ainda melhor, ainda que um verão carioca organizado não seja, convenhamos, verão carioca de verdade, e que talvez o próprio carioca, se chocado e ordenado, seja menos carioca, e isso é lindo e péssimo, porque o calor que inspira os compositores de marchinhas é o mesmo que queima as obras de Helio Oiticica, que nos faz procurar as comfort parties, festas caras no meio da semana, sem filas e sem pegação, mas que nos deixa sem paciência para fazer coleta seletiva do lixo ou tomar conta da água parada nos vasos de plantas, o que esconde uma ainda mais grave visão superficial do que seja meio ambiente, como tenho discutido com meus alunos de Ensino Fundamental e Médio, quando fazemos uma limpeza geral na sala de aula antes da aula começar, porque a sala de aula é um ambiente a ser respeitado, e que temos que ter uma melhor relação ambiental com esses ambientes pouco lembrados, a sala de aula, a rua onde se mora, o bairro onde se vive, a praia que se frequenta, o ônibus da segunda-feira, o outro, sim, o outro consiste em um ambiente a ser cuidado com doçura e respeito e, principalmente, a si próprio, esse ambiente esquecido, a mente, a saúde do corpo, a pele da mocinha que neste momento dorme ao meu lado, com um poema do Leminski tatuado nas costas, “A noite me pinga uma estrela no olho e passa”, que de vez em quando vai a academia para manter-se bela, e lê Ana Cristina Cesar na varanda para ocupar a mente, ou o pelo, sem circunflexo, abre parênteses, a Língua é o ambiente que mais sofre com o impacto das ações do homem, fecha parênteses, pelo da gata vira lata que dorme de barriga pra cima no pé da cama e agradece o calor, pois gatos gostam de calor e são exemplarmente organizados, e por isso cariocas deveriam ser as tais gatas extraordinárias que andam no meio onde fluem, e que evoluem e que incluem a todos, simples assim, então nosso prefeito, satisfeito, poderia ocupar-se de impor choque de ordem em outras áreas urgentes, e então haveria o equilíbrio entre os bons selvagens cariocas que somos e os cidadãos de Estocolmo que pretendem que sejamos, então haveria afinal equilíbrio ambiental, o altinho liberado na beira da praia, a pipa dibicando no alto do morro da Mangueira imortalizando Oiticica, a piscina de plástico na laje de casa, o pisca-pisca sincretista das luzes de natal misturadas ao neon dos inferninhos de Copa, os blocos de sujos, esses nós do verão, e nós no verão.

A Educação Sentimental - Gustav F.





"Frédéric afirmava que a sua existência também tinha falhado.
Era muito jovem, no entanto. Porquê desesperar? E ela dava-lhe bons conselhos: «Trabalhe! Case-se!» Ele respondia com sorrisos amargos; porque, em vez de exprimir o verdadeiro motivo da sua mágoa, ele fingia outra, sublime, fazendo um pouco de «Antony», o maldito, linguagem, de resto, que não desnaturava completamente o seu pensamento.
A acção, para certos homens, é tanto mais impraticável quanto o desejo é mais forte. A falta de confiança em si próprios embaraça-os, o temor de desagradarem apavora-os; aliás, as afeições profundas parecem-se com as mulheres honestas; têm medo de ser descobertas, e passam a vida de cabeça baixa.
Embora conhecesse melhor a Senhora Arnoux (ou até por causa disse, talvez), ainda se sentia mais cobarde do que outrora. Todas as manhãs, jurava a si próprio que ia ser ousado. Um pudor invencível impedia-o; e não podia guiar-se por qualquer exemplo pois aquele era diferente dos outros. Pela força dos sonhos, tinha-a colocado acima da condição humana. Sentia-se, ao lado dela, menos importante na terra do que os fios de seda que se lhe escapavam da tesoura."





Em loop na cabeça, como uma musica que teima.

"It was out of respect."



Aula Magna de roteiro: GoodFellas - Os Bons Companheiros, por Nicholas Pileggi and Martin Scorcese.





"There were guys, that's all they did all
day, was take care of Paulie's calls.



For a guy who moved all day long...



...Paulie didn't talk to people.
With union problems...



...or a beef in the numbers...



...only the top guys spoke
with Paulie about the problem.



Everything was one-on-one.
Paulie hated conferences.



He didn't want anyone
hearing what he said...



...or anyone listening to
what he was being told.



Hundreds of guys depended on him, and
he got a piece of everything they made.



It was a tribute, like in the old country,
except they were doing it in America.



All they got from Paulie was protection
from the guys trying to rip them off.



That's what it's all about. That's
what the FBI could never understand.



What Paulie and the organization does...



...is protect people who can't
go to the cops. That's it.



They're like the police
department for wiseguys.



People looked at me differently,
and they knew I was with somebody.



I didn't have to wait in line at the
bakery on Sunday morning for fresh bread.



The owner knew who I was with and no
matter how many people were waiting...



...I was taken care of first.



Our neighbors stopped parking in our
driveway, even though we had no car.



At ...



...I was making more money than most
of the grown-ups in the neighborhood.



I had it all.



One day...



One day, some neighborhood kids carried
my mother's groceries all the way home.



Know why?



It was out of respect."





.

Tudo dá certo




"Whatever Works", novo Woody Allen, estréia em Novembro no Brasil com duas expectativas previstas: a volta de Allen a Nova Yourk, depois de alguns anos filmando na Europa e a 1a parceria com o ator e roteirista Larry David, o cérebro por trás da sitcom Seinfeld.

Larry David notabilizou-se pelo gênio genioso, por enxergar o mundo com descrença e perplexidade. Adocicado para as massas em Seinfeld, onde não atuava, "só" escrevia e prestava sua personalidade aos 5 personagens. Jerry, Kramer, Elaine e Costanza são exatas quatro costelas extraídas de Larry David, constata-se ao assistir qualquer episódio de sua atual série "Curb Your Entusiasm", em que David escreve, atua, é a soma dos personagens de Seinfeld com o volume de cinismo e crueldade no talo.

Larry David e Woody Allen fazem parte de um grupo mínimo: o de gênios judeus que não acreditam em Deus, no Homem e acham que isso é libertador. Groucho Marx, filho de judeu, é o Buda dessa des-religião. É dele a frase usada por Allen para abrir o seu Annie Hall: ""Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio".

Em Whatever Works, Allen criou um personagem para Larry David, de um físico especializado na teoria das Supercordas. Ranzinza, lúcido, porém leve como o filme, onde Nova Yorque é exaltada por seus "cantinhos", não por suas paisagens e skielines, como em "Manhattan", o personagem de Larry David é o único que não acredita sequer na ilusão do cinema, ao dialogar e confrontar o tempo todo a platéia. No diálogo inicial, Woody Allen escreveu um monólogo entre Larry David e nós, a audiência, que já entra para a história do pensamento humano. É praticamente um mini poema épico dentro de um filme que é menos que um filme, e sim um roteiro que deveria se publicado para ser lido e relido, não filmado.

Aqui no Dodomundi, com exclusividade, o monólogo inicial de "Whatever Works", ou "Tudo Pode dar Certo"

"Por que querem saber a minha história?
Nos conhecemos?
Nos gostamos?
Deixa eu explicar, certo?
Não sou um cara simpático.
Carisma nunca foi prioridade para mim.
E, para que saibam, esse não é daqueles filmes sensação do ano.
Então, se você é um desses idiotas que precisa se sentir bem, vá fazer uma massagem nos pés.
O que significa tudo isso, afinal?
Nada. Zero. Nadinha.
Nada leva a nada e, ainda assim, há muito idiota tagarelando.
Não eu. Sou um cara de visão.
Porque estou discutindo com vocês, a audiência.
Mas seus amigos, colegas de trabalho, jornais, TVs.
Todos ficam felizes em falar, cheios de desinformações.
Moral, ciência, religião,
política, esportes, amor.
Seus portfólios, seus filhos, saúde. Meu Deus!
Se eu tivesse que comer nove porções diárias de frutas e vegetais para viver, não ia querer viver.
Odeio essa droga de frutas e vegetais.
E Omega 3, esteira, eletrocardiograma a mamografia, o ultrasom pélvico e, ai, meu Deus, a colonoscopia!
E, mesmo assim, ainda chega o dia
em que te colocam em um caixão
e virá a próxima geração de idiotas
que também te falará sobre a vida
e definirá o que é apropriado.

Meu pai se matou porque os jornais matinais o deixaram deprimido.
E você pode culpá-lo?
Com o horror, a corrupção a ignorância, a pobreza o genocÌdio, a AlDS, o aquecimento global, o terrorismo os valores familiares imbecis
e os imbecis armados!

"O horror", Kurtz falou sobre ele em "O Coração das Trevas".
"O horror".
Sorte que Kurtz não tinha o Times entregue na selva, aí ele veria algum horror.
Mas o que devem fazer?
Vocês lêem sobre o massacre em Darfur ou sobre um Ônibus escolar que explodiu, e dizem, "Meu Deus, o horror!"
E aí, vocês viram a página e terminam seus ovos mexidos com bacon.
Porque... o que se pode fazer?
É massacrante.

Eu já tentei me matar.
Obviamente, não deu certo.
Mas por que querem saber disso?
Deus, vocês, o público, têm seus próprios problemas.
Tenho certeza que estão obcecados com suas tristezas, esperanças e sonhos.
As previsÌveis vidas amorosas infelizes.
Seus empreendimentos fracassados.
"Ah, se eu tivesse comprado aquela ação!"
"Se eu tivesse comprado aquela casa anos atrás!"
"Se eu tivesse me aproximado daquela mulher."
Se isso, se aquilo.
Querem saber?
Me dêem um tempo com esses seus "poderia ter" e "deveria ter".
Como minha mãe dizia, "Se minha avó tivesse rodas, ela poderia ter sido um bonde."

Carece



Doce é Miranda July.

A Maior Trepada da História da Literatura?

"Dodô", por Arnaldo Antunes, folha de rosto de "Psia" - 1989

A Eternidade de Hélio Oiticica




Esse post, sobre as reações apaixonadas diante da destruição do acervo de Hélio Oiticica iria ser longo. Mas o LUTO se impôs aqui. Então vamos direto ao assunto. Estava eu em casa, numa adorável tarde chuvosa em Laranjeras, Rio de Janeiro, trovejando aos berros! "Quero matar os Oiticica!", "Quer dizer que 90% da Obra de Hélio Oticica estava numa casa particular? Que absurdo!". Então, entrei em contato com um dos integrantes do Projeto Oiticica, instituição criada pelos herdeiros do artista para cuidar do acervo. O papo foi emocionado. Enxugando as lágrimas, ficou mais ou menos assim, num esquema EU pergunto e EU mesmo respondo, baseado no papo inteiro:

1. O que causou o incêndio na Reserva Técnica particular da família Oiticica?

Provavelmente duas falhas de equipamento. A 1a num dos desumidificadores, que teria entrado em curto e a 2a no detector de fumaça, que alertaria a família, que jantava no 2o andar da casa.

2. Estes equipamentos estavam perfeitas condições?

Segundo o Projeto Oiticica e o órgão público IPHAN, sim. Os 6 profissionais, entre eles,pesquisadores, curadores e museólogos, que trabalhavam diariamente com o acervo, explicam que o cuidado com a segurança da Sala Técnica da família Oiticica era padrão.

3. Então o que aconteceu foi um acidente inevitável?

Incêndios históricos em Reservas Técnicas aconteceram exatamente desta maneira no Brasil. Não há Reserva Técnica 100% segura no mundo.

2. De uma escala de 0 a 10, o quanto a Reserva Técnica da casa particular dos Oticica era segura?

Eu, Dodô, não posso avaliar com precisão. O fato é que a Reserva Técnica dos Oiticica cumpria todas as exigências técnicas exigidas pelo IPHAN. Carlos Fernando Andrade, superintendente do órgão, visitou a Reserva Técnica particular dos Oticica e a aprovou.

3. As obras de Hélio Oiticica deveriam estar no Centro Hélio Oticica, e sob os cuidados do Estado?

O Centro Cultural Hélio Oiticica não possui climatizaçao nem umidade controlada, por exemplo. Além de uma porta das Reservas Técnicas (lá são duas) não ter tranca, pois o banheiro dos funcionarios fica lá dentro.


4. Reservas Técnicas particulares são menos seguras que as mantidas pelo Estado?

No Brasil, principalmente, não. De MASP a MAM, furtos e incêndios acontecem com maior frêquencia do que em acervos particulares, geralmente tratados com mais cuidado e recursos (dinheiro). A Reserva Técnica do MAM é considerada pelo pessoal do meio "uma lástima". A do MAC "fica praticamente no meio da Rodoviária de Niterói." Há Reservas Públicas no Rio excelentes, como a do Museu da República e a do Museu Histórico Nacional. No mundo inteiro Reservas Particulares, de colecionadores, são com frequência mais bem guardadas do que as Públicas, sujeitas, em países como o Brasil, à vontade dos admistradores eleitos. Nas Reservas Técnicas Particulares, até por questão de mercado, as Obras de Arte são tratadas como jóias num cofre. A questão a ser discutida é: deve o Estado intervir caso os herdeiros não tenham condições, sejam finaceiras, sejam técnicas, de manter um acervo?

5. Os herdeiros de Oiticica tinham condições, sejam finaceiras, sejam técnicas, de manter um acervo?

Sim, financeiras e técnicas.

6. Se os herdeiros tinham essas condições por que estavam negociando, segundo matéria do Globo Online de hoje, com um museu americano a guarda do acervo?

Matéria mal apurada. Era um convênio apenas para o Catalogue Raisonne do artista em convênio com o Museum of Fine Arts de Houston.

7. O que foi perdido foi exatamente 90% do acervo do Hélio Oticica?

Um pouco menos que isso. Grande parte dos desenhos e os Metaesquemas foram salvos. Parte da maquete "Cães de Caça", por exemplo, foi salva. Há obras em comodato fora do país. Muitas obras são conceituais, podem ser recriadas. Outras tantas não. Mas só poderá ser precisado melhor na próxima semana.

8. E os Parangolés? É verdade que todos foram queimados? Não existem mais Parangolés de Oiticica?

Todos os Parangolés que estavam aqui no Rio foram queimados. Mas há 2 parangolés originais emprestados na Bélgica e 3 réplicas no Brasil. César Oticica, em estado de choque ainda maior que todos nós juntos, esqueceu de citar hoje na imprensa esses Parangolés emprestados.

9. De toda a tragédia, o que de mais valoroso foi perdido?

Os projetos foram salvos, vários penetráveis podem ser refeitos, segundo as plantas deixadas pelo Hélio. Entretanto, "O GRANDE NÚCLEO", por exemplo, composto por três obras penduradas no teto formando um labirinto que o visitante deveria adentrar, exposto apenas uma vez no Rio, foi perdido pra sempre.













.

Palhinha do Diabo





Tom Waits vai lançar disco novo, duplo, ao vivo. Que tal uma palhinha do Glitter and Doom?





Tom Waits - Glitter and Doom Live from Anti Records on Vimeo.

βιβλίον θήκη


TRINITY COLLEGE LIBRARY DUBLIN




HANDELINGENKAMER TWEEDE KAMER DER STATEN-GENERAAL DEN HAAG




STIFTSBIBLIOTHEK ST. GALLEN





RIJKMUSEUM AMSTERDAM




REAL GABINETE PORTUGUES DE LEITURA RIO DE JANEIRO


BRITISH LIBRARY LONDON



BIBLIOTECA DE LA REAL ACADEMIA DE LA LENGUA MADRID



BNF PARIS

A origem do Yes We Créu.


Este é o anúncio oficial da FNAZCA - Criação Rafael Genu criado ANTES do Rio ser escolhido sede das Olimpíadas de 2016, a ser veiculado na revista do Clube de Criação do Rio de Janeiro (CCRJ)




.@marcelotas "Yes We Créu" foi criado dias ANTES do anúncio da cidade-sede, pela FNAZCA, para o CCRJ dhttp://bit.ly/6N3eQ
16 minutes ago from web

Vocês sabiam que "Yes We Créu" foi criado, dias atrás, pelo baixista da PELVs, redator premiado da FNZCA @rafael_genu ?
13 minutes ago from web

O Rafa ateve o cuidado,diias atrás, de pesquisar se Yes We Créu era absolutamente inédito.Encontrou frases parecidas na torcida do Cruzeiro.
12 minutes ago from web

dodoazevedo Nesse meio tempo, um anônimo (não consegui apurar), colocou o mussum abaixo do Slogan Yes We Créu e postou no Twitter.
less than 5 seconds ago from web

Ou seja, "Yes We Créu" era pra ser conhecido pelo mundo apenas AMANHÃ.Mas @GustavoBastos um dos redatores, postou http://twitpic.com/jz560
4 minutes ago from web


Conclusão. O Twitter furou o olho dos geniais publicitários. Coisa pra ser debatida em escolas de Comunicação. Ou... no Twitter.
3 minutes ago from web

O Carioca e a Gema

Tive a honra de ser chamado para fazer a direção musical e discotecar na Festa da Vitória Rio 2016 ontem em Copacabana.

Na noite anterior, sem maiores pretensões. criei esta vinheta. Porque eu, Dodô Azevedo sou, de fato, carioca, com amor e orgulho.







Clique abaixo, escute, baixe, compartilhe. É tudo nosso.



Orgulho Carioca by dodoazevedo

Festival do Rio 2009 - Sugestões e traillers.

Martin Scorcese


Emmanuel Mouret


Manoel de Oliveira


Tom DiCillo


Paula Hernandez



Claire Denis


Agnes Varda



Maria Procházková


Lynn Shelton




Kusturica


Michael Hanakee


Simon Chung


pedro almodovar


Kaija Juurikkala



Alain Resnais


Park Chan-wook


Nora Ephron


Marco Wilms


Marc Webb


Pino Solanas


Yesim Ustaoglu

Nesta sexta, na Bienal do Livro.



Nesta sexta-feira, às 19h, na Bienal do Livro, vou compor a mesa: FILMES IMPERDÍVEIS QUE VOCÊ PODE TER PERDIDO, que prestigia o lançamento do livro "Memórias de um rato de locadora", de L. G. Bayão. Local: Estande da Editora Nitpres Q31-R22, no Pavilhão Verde.

Componentes da mesa:

BIA BRAUNE
Roteirista TV Globo
"Antes do amanhecer", Richard Linklater

DODÔ AZEVEDO
Jornalista
"Separações", Domingos de Oliveira

GUSTAVO GONTIJO
Roteirista TV Globo
"Brilho Eterno de uma mente sem lembranças", Michel Gondry

HUGO MOSS
Roteirista cinema
"O Grande Lebowski", Joel Coen

FESTIVAL DO RIO 2009






FESTIVAL DO RIO 2009
de 24 de setembro a 8 de outubro


Durante 15 dias o Rio de Janeiro será a capital oficial do cinema. O
Festival do Rio vai apresentar mais de 300 filmes de mais de 60 países,
exibidos em cerca de 40 locais, distribuídos entre cinemas e praças da
cidade.

O público vai poder conferir os filmes mais esperados, descobrir raridades,
participar de debates e de sessões especiais com a presença de
personalidades do cinema mundial. A atriz Jeanne Moreau ­ convidada de
honra para o Ano da França no Brasil -, o cultuado e mais que aguardado
diretor Quentin Tarantino, o premiado diretor argentino Juan José
Campanella e uma das precursoras da Nouvelle Vague, a cineasta Agnes Varda
já confirmaram presença.

São mais de 300 filmes divididos por 20 mostras, que vão desde os premiados
e inéditos de diretores consagrados, como Abraços Partidos, de Pedro
Almodovar, Aconteceu em Woodstock, de Ang Lee ­ filme de abertura do
Festival do Rio; Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino ­ sessão de
encerramento, The White Ribbon, de Michael Haneke, Bright Star, de Jane
Campion, passando por apostas, como Fais-mo plaisir, de Emmanuel Mouret, Eu
matei Minha Mãe, de Xavier Dolan, A Pequenina, de Tizza Covi e Rainer
Frimmel, e muitas outras pérolas cinematográficas que dificilmente serão
exibidas de novo no Brasil. (abaixo, alguns títulos)

As já tradicionais mostras Panorama, Expectativa 2009, Première Brasil,
Première Latina, Midnight, Gay, Fronteiras, Dox, Geração (que comemora 10
anos!) se juntam a seções especiais deste ano: a Meio Ambiente, com 8
filmes voltados para os temas ecológicos e sociais; a O Brasil do Outro, um
olhar diferente do nosso país, visto pela ótica estrangeira ou vista de
fora, e Imagens da Turquia, com 6 longas da mais nova safra do cinema
turco ­ uma cinematografia que vem se destacando nos grandes festivais do
mundo.

Acompanhando as comemorações do Ano da França no Brasil, o Festival coloca
em foco o cinema francês, com 4 mostras: a Homenagem a ARTE, dedicada a um
dos maiores canais de televisão da França, com enorme impacto sobre a
produção também de cinema; uma mostra especial dos filmes pouco vistos da
atriz Isabelle Huppert; uma comemoração dos 50 anos do herói gaulês
Asterix, o mais francês dos heróis e uma homenagem à atriz Jeanne Moreau, a
grande dama do cinema mundial, que vem ao Rio especialmente para o Festival
dentro das comemorações da França este ano.

Com o objetivo de espalhar cinema por toda a cidade, o Festival em 2009
aumenta sua extensão para novos públicos. Diversas praças e locais
alternativos de exibição farão parte do circuito oficial do evento. Na
programação, campeões de bilheteria dos últimos tempos.

O Festival ainda, pelo quarto ano abre espaço para os filmes realizados por
celular na Pocket Films e em parceria com o CPCB, exibe o clássico A HORA
DA ESTRELA, de Suzana Amaral, em cópia totalmente restaurada, com sessão de
gala no Odeon Petrobras.

A Cinelândia será o ponto de encontro do público com os convidados
internacionais e com o cinema nacional. As sessões de gala e popular da
Première Brasil acontecem nos cinemas Odeon Petrobras e no Centro Cultural
da Justiça Federal.

O Pavilhão do Festival (localizado no Galpão de Cultura e Cidadania) será a
sede do RioMarket, Cine Encontro e de um novo espaço, especialmente dedicado
aos jogos de cinema:


Mostra PANORAMA DO CINEMA MUNDIAL - Filmes de diretores consagrados, filmes
premiados e exibidos nos principais festivais do mundo; alguns títulos:

- London River (London River / London River), de Rachid Bouchareb (França)
- Corações em Conflito (Mammut / Mammoth), de Lukas Moodysson (Suécia)
- Ricky (Ricky / Ricky), de François Ozon (França)
- Doce perfume (Tatarak / Sweet Rush), de Andrzej Wajda (Polônia)
- It Might Get Loud (It Might Get Loud / It Might Get Loud), de Davis
Guggenheim (Estados Unidos)
- Singularidades de uma rapariga loura (Singularidades de uma rapariga
loura / Eccentricities of a blond hair girl), de Manoel de Oliveira
(Portugal)
- Barba Azul (Barbe Bleue / Bluebeard), de Catherine Breillat (França)
- A Doutrina de Choque (The Shock Doctrine / The Shock Doctrine), de
Michael Winterbottom, Mat Whitecross (Reino Unido)
- The White Ribbon (Das weiße Band / The White Ribbon), de Michael Haneke
(Alemanha)
- A casa Nucingen (La Maison Nucingen / Nucingen House), de Raoul Ruiz
(França)
- 35 Doses de Rum (35 Rhums / 35 Shots of Rum), de Claire Denis (França)
- O maravilhoso mundo da lavanderia (Die Wundersame Welt der Waschkraft /
The Wondrous World of Laundry), de Hans-Christian Schmid (Alemanha)
- Mother (Madeo / Mother), de Bong Joon-ho (Coréia do Sul)
- Amália (Amália / Amália), de Carlos Coelho da Silva (Portugal)
- As praias de Agnes (Les Plages d¹Agnès / The Beaches of Agnès), de Agnès
Varda (França)
- Maradona (Maradona by Kusturica / Maradona by Kusturica), de Emir
Kusturica (Espanha)
- Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds / Inglourious Basterds), de
Quentin Tarantino (Estados Unidos)
- Abraços partidos (Los Abrazos Rotos / Broken Embraces), de Pedro
Almodóvar (Espanha)
- Distante Nós Vamos (Away We Go / Away We Go), de Sam Mendes (Estados
Unidos)
- Coco antes de Chanel (Coco avant Chanel / Coco Before Chanel), de Anne
Fontaine (França)
- (500) Dias com ela ((500) Days of Summer / (500) Days of Summer), de Marc
Webb (Estados Unidos)
- Fais-moi Plaisir (Fais-moi Plaisir! / Please, please me!), de Emmanuel
Mouret (França)
- Les Herbes Folles (Les Herbes Folles / Wild Grass), de Alain Resnais
(França)
- Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock / Taking Woodstock), de Ang Lee
(Estados Unidos)
- Brilho de Uma Paixão (Bright Star / Bright Star), de Jane Campion (Reino
Unido)
- A batalha dos 3 reinos (Chi Bi / The Battle of Red Cliff), de John Woo
(China)
- O Desinformante! (The informant! / The informant!), de Steven Soderbergh
(Estados Unidos)
- Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You / New York, I Love You), de
Mira Nair, Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shekhar Kapur, Shunji Iwai,
Joshua Marston, Natalie Portman, Brett Ratner, Wen Jiang, Randall Balsmeyer
(França)
- Viagem aos Pireneus (Le Voyage aux Pyrénées / Le Voyage aux Pyrénées),
de Jean-Marie, Arnaud Larrieu (França)
- Julie & Julia (Julie & Julia / Julie & Julia), de Nora Ephron (Estados
Unidos)
- Parada (Parada / Parada), de Marco Pontecorvo (Itália)
- Che 2 - A Guerrilha (Che: Part Two / Che: Part Two), de Steven Soderbergh
(Espanha)
- Mais tarde, você vai entender... (Plus tard, tu comprendras... / One Day,
You Will Understand ), de Amos Gitaï (França)

***
Mostra EXPECTATIVA 2009 - As grandes apostas do cinema contemporâneo,
filmes de diretores que despontam no circuito internacional; Alguns
títulos:

- Só quero caminhar (Sólo Quiero Caminar / Just Walking), de Augustín Díaz
Yanes (México)
- DongBei, DongBei - uma chinesa do norte (Dongbei, Dongbei / A North
Chinese Girl), de Zou Peng (China)
- Tandoori Love - um romance à indiana (Tandoori Love / Tandoori Love), de
Oliver Paulus (Suíça)
- Seraphine (Séraphine / Seraphine), de Martin Provost (França)
- A terceira parte do mundo (La Troisième partie du monde / The Third Part
of the World), de Eric Forestier (França)
- Porco cego quer voar (Babi buta yang ingin terbang / Blind pig who wants
to fly), de Edwin (Indonésia)
- Aguas turvas (De Usynlige / Troubled Water), de Erik Poppe (Noruega)
- O poder do soul (Soul Power / Soul Power), de Jeffrey Levy-Hinte (Estados
Unidos)
- Piquenique (Pescuit Sportiv / Hooked), de Adrian Sitaru (Romênia)
- Yang Yang (Yang Yang / Yang Yang), de Cheng Yu-Chieh (China)
- A Pequenina (La Pivellina / La Pivellina), de Tizza Covi, Rainer Frimmel
(Áustria)
- Retorno a Hansala (Retorno a Hansala / Return to Hansala), de Chus
Gutierrez (Espanha)
- Nada pessoal (Rien de Personnel / Nothing Personal), de Mathias Gokalp
(França)
- Uma vida nova em folha (Une Vie Toute Neuve / A Brand New Life), de Ounie
Lecomte (França)
- Eu matei a minha mãe (J¹ai tué ma mère / I Killed My Mother), de Xavier
Dolan (Canadá)
- Jaffa (Jaffa / Jaffa), de Keren Yedaya (França)
- O dia da transa (Humpday / Humpday), de Lynn Shelton (Estados Unidos)
- Ramata (Ramata / Ramata), de Léandre-Alain Baker (Senegal)
- O pai dos meus filhos (Le père de mes enfants / Father of my children),
de Mia Hansen-Love (Alemanha)
- Coco (Coco / Coco), de Gad Elmaleh (França)
- A Siciliana rebelde (La Siciliana Ribelle / The Sicilian Girl), de Marco
Amenta (Itália)
- 27 Cenas sobre Jorgen Leth (27 Cenas sobre Jorgen Leth / 27 Scenes About
Jorgen Leth), de Amir Labaki (Brasil)

***

Mostra O BRASIL DO OUTRO:

- Rio Breaks (Rio Breaks / Rio Breaks), de Justin Mitchell (Estados Unidos)
- Sergio (Sergio / Sergio), de Greg Barker (Estados Unidos)
- Só quando eu danço (Only When I Dance / Only When I Dance), de Beadie
Finzi (Reino Unido)
- O Areal (O Areal / The Sandpit), de Sebastian Sepulveda (Chile)
- Dançando com o diabo (Dancing with the Devil / Dancing with the Devil),
de Jon Blair (Reino Unido)
- I Am Happy (I am Happy / I am Happy), de Soraya Umewaka (Japão)
- Parajuru (Une semaine a Parajuru / A Week in Parajuru), de José Huerta
(Brasil)
- Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo (The Gracies and the Birth of Vale
Tudo ), de Victor Cesar Bota (Brasil)
- Trópico da Saudade, Claude Lévi-Strauss e a Amazônia (Claude
Lévi-Strauss, auprès de l'Amazonie / Claude Lévi-Strauss, auprès de
l'Amazonie), de Marcelo Fortaleza Flores (França)

***

Mostra GERAÇÃO

- Quem tem medo do lobo? (Kdopak by se vlka Bál), de Maria Procházková
(República Tcheca)
- Eu sei que você sabe (I Know You Know / I Know You Know), de Justin
Kerrigan (Reino Unido)
- O lar das borboletas escuras (Tummien Perhosten Koti), de Dome Karukoski
(Finlândia)
- Cadê meu irmão? (Mein Bruder ist ein Hund / My brother is a dog), de
Peter Timm (Alemanha)
- Somos Todos Diferentes (Taare Zameen Par / Stars on Earth), de Aamir Khan
(Índia)
- Valo (Valo / Valo), de Kaija Juurikkala (Finlândia)
- As aventuras de Gui & Estopa (The Adventures of Gui & Estopa), de Mariana
Caltabiano (Brasil)


****
Mostra PREMIÈRE LATINA - as mais recentes produções do cinema latino.
Alguns títulos:
- A próxima estação (La próxima estación / La próxima estación), de
Fernando E. Solanas (Argentina)
- O segredo dos seus olhos (El secreto de sus ojos / The Secret in Their
Eyes), de Juan José Campanella (Argentina
- Cinco dias sem Nora (Cinco Días sin Nora / Norah¹s Will), de Mariana
Chenillo (México)
- Deuses (Dioses / Gods), de Josue Mendez (Peru)
- A criada (La Nana / The Maid), de Sebastian Silva (Chile)
- Histórias extraordinárias (Historias extraordinarias / Extraordinary
Stories), de Mariano Llinás (Argentina)
- Arranca-me a Vida (Arráncame la vida / Tear This Heart Out), de Roberto
Sneider (México)
- Um Namorado para Minha Esposa (Un Novio Para Mi Mujer / A boyfriend for
my wife), de Juan Taratuto (Argentina)
- As viagens do vento (Los Viajes del Viento / The Wind Journeys), de Ciro
Guerra (Colômbia)
- Navidad (Navidad / Christmas), de Sebastian Lelio (Chile)
- Chuva (Lluvia / Rain), de Paula Hérnandez (Argentina)
- Luisa (Luisa / Luisa), de Gonzalo Calzada (Argentina)
- A beleza da luta (Lo Bello de la Pelea / Beauty of the Fight), de JOHN
URBANO (Estados Unidos da América)
- O presente de Pachamama (El Regalo de la Pachamama / Pachamama), de
Toshifumi Matsushita (Japão)
- Boogie (Boogie, el aceitoso / Boogie), de Gustavo Cova (Argentina)
(animação)

***

Especial ISABELLE HUPPERT:
- A comédia do poder (L¹ivresse du pouvoir / Comedy of Power), de Claude
Chabrol (França)
- 8 Mulheres (8 femmes / 8 Women), de François Ozon (França)
- Um amor tão fácil (La Dentellière / The Lacemaker), de Claude Goretta
(França)
- Mulheres diabólicas (La Cérémonie / A Judgement in Stone), de Claude
Chabrol (França)
- A Separação (La Séparation / The Separation), de Christian Vincent
(França)
- Entre nós (Coup de foudre / At First Sight), de Diane Kurys (França)
- A Lei de quem tem poder (Coup de torchon / Clean Slate), de Bertrand
Tavernier (França)


***

IMAGENS DA TURQUIA

- Mommo (Mommo / The Bogeyman), de Atalay Tasdiken (Turquia)
- O mercado (Pazar - Bir ticaret masali / The Market), de Ben Hopkins
(Turquia)
- A caixa de Pandora (PandoraŒnžn Kutusu / Pandora¹s Box), de Yesim
Ustaoglu (Turquia)
- Leite (Süt / Milk), de Semih Kaplano lu
(Turquia)
- Meu raio de sol (Hayat Va / My only Sunshine), de Reha Erdem (Turquia)
- 10 para as 11 (11¹ e 10 Kala / 10 to 11), de Pelin Esmer (Turquia)

***
MUNDO GAY - filmes premiados, exibidos em diversos festivais do mundo e que
dificilmente serão exibidos comercialmente por aqui;

- Ander (Ander / Ander), de Roberto Castón (Espanha)
- O fim do amor (The End of Love / The End of Love), de Simon Chung (Hong
Kong)
- An Englishman in New York (An Englishman in New York), de Richard Laxton
(Reino Unido)
- Árvores com figos (Fig Trees / Fig Trees), de John Greyson (Canadá)
- Fantasma (Ghosted / Ghosted), de Monika Treut (Alemanha)
- Os Tempos de Harvey Milk (The Times of Harvey Milk / The Times of Harvey
Milk), de Rob Epstein (Estados Unidos)
- Sinos silenciosos (Wu Sheng Feng Ling / Soundless Wind Chime), de Kit
Hung (Suíça)
- Morrer como um homem (Morrer como um homem / To Die Like a Man), de João
Pedro Rodrigues (Portugal)
- Fúria (Outrage / Outrage), de Kirby Dick (Estados Unidos)
- Boy (Boy / Boy), de Auraeus Solito (Filipinas)
- Homens (Homens / Men), de Lucia Caus e Bertrand Lira (Brasil)
- Depois de Tudo (Depois de Tudo / After everything), de Rafael Saar
(Brasil)

****
MIDNIGHT MOVIES A mais cult das mostras, um canto de bizarrices e
transgressões com os melhores filmes experimentais;
- Human Zoo (Human Zoo / Human Zoo), de Rie Rasmussen (França)
- Os Yes Men consertam o mundo ( The Yes Men Fix the World), de Andy
Bichlbaum , Mike Bonanno, Kurt Engfehr (Estados Unidos)
- Sede de Sangue (Bak-Jwi / Thirst), de Park Chan-wook (Coréia do Sul)
- Vogue - a edição de setembro (The September Issue), de R.J. Cutler
(Estados Unidos)
- Big River Man (Big River Man / Big River Man), de John Maringouin
(Estados Unidos)
- Black Dynamite (Black Dynamite / Black Dynamite), de Scott Sanders
(Estados Unidos)
- Uma moda transgressora (Ein Traum In Erdbeerfolie / Comrade Couture), de
Marco Wilms (Alemanha)
- O clone volta para casa (Kuron wa kokyo wo mezasu / The Clone Returns
Home), de Kanji Nakajima (Japão)
- Tyson (Tyson / Tyson), de James Toback (Estados Unidos)
- Hair India (Hair India / Hair India), de Raffaele Brunetti, Marco
Leopardi (Itália)
- A Town Called Panic (Panique au Village / A Town Called Panic), de
Stéphane Aubier, Vincent Patar (Bélgica)
- Amargo (Amer / Amer), de Hélène Cattet, Bruno Forzani (Bélgica)
- Em Busca do Paraíso (Heaven wants out / Heaven wants out), de Robert
Feinberg (Estados Unidos)
- Além do jogo (Beyond the Game / Beyond the Game), de Jos de Putter
(Holanda)
- O rei da fuga (Le roi de l¹evasion / The King of Escape), de Alain
Guiraudie (França)
- American Boy: o retrato de Steven Prince (American Boy: A Profile of
Steven Prince), de Martin Scorsese (Estados Unidos)
- American Prince (American Prince / American Prince), de Tommy Pallotta
(Estados Unidos)
- A Gruta (A Gruta / The Grotto), de Filipe Gontijo (Brasil)
- When you¹re strange (When you¹re strange / When you¹re strange), de Tom
DiCillo (Estados Unidos)
- Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers / Lesbian Vampire
Killers), de Phil Claydon (Reino Unido)
- The Chaser (Choo Gyeok Ja / The Chaser), de Hong-jin Na (Coréia do Sul)


***
MOSTRAS DOX e FRONTEIRAS - documentários internacionais, gênero que se
estabeleceu como uma das mais vigorosas vertentes do novo milênio.


mostra DOX

- 211: Anna (211: Anna / 211: Anna), de Giovanna Massimetti, Paolo
Serbandini (Itália)
- Teto de vidro (The Glass House / The Glass House), de Hamid Rahmanian
(Irã)
- Nollywood Babilônia (Nollywood Babylon / Nollywood Babylon), de Ben
Addelman, Samir Mallal (Canadá)
- Os sonhos sobrevivem ao poder? (Le Pouvoir détruit-il le rêve? / Behind
the Rainbow), de Jihan El-Tahri (Egito)
- Amor, sexo e mobilete (Amour, sexe et mobylette / Love, sex and mopeds),
de Maria Silvia Bazzoli, Christian Lelong (França)
- A China continua distante (China is still Far / China is still Far), de
Malek Bensmail (França)
- Rip: um manifesto remixado (Rip: A remix manifesto / Rip: A remix
manifesto), de Brett Gaylor (Canadá)
- American Casino (American Casino / American Casino), de Leslie Cockburn
(Estados Unidos da América)
- Teatro de guerra (Theater of War / Theater of War), de John Walter
(Estados Unidos)
- O cerco neoliberal (L'Encerclement ­ La démocratie dans les rets du
néolibéralisme / Encirclement ­ Neo-Liberalism Ensnares Democracy), de
Richard Brouillette (Canadá)


*
mostra FRONTEIRAS

- Por um instante, a liberdade (Pour un instant, la liberte / For the
moment, freedom), de Arash T. Riahi (França)
- Rachel (Rachel / Rachel), de Simone Bitton (França)
- A madrugada do mundo (L¹aube du monde / Dawn of the World), de Abbas
Fahdel (França)
- Teza (Teza / Teza), de Haile Gerima (Etiópia)
- A Batalha para o Tribunal (The Reckoning / The Reckoning ), de Pamela
Yates (Estados Unidos)
- Fixer: o sequestro de Ajmal Naqshbandi (Fixer: The Taking of Ajmal
Naqshbandi / Fixer: The Taking of Ajmal Naqshbandi), de Ian Olds (Estados
Unidos)
- Lentes abertas: Iraque (Our emotions take the pictures: Open Shutters
Iraq / Our emotions take the pictures: Open Shutters Iraq), de Maysoon
Pachachi (Reino Unido)
- O menino e o cavalo (The Horse Boy / The Horse Boy), de Michel Orion
Scott (Estados Unidos)
- Sussurros ao vento (Sirta la gal ba / Whisper with the Wind), de Shahram
Alidi (Iraque)
- O Fogo sob a neve (Fire Under the Snow / Fire Under the Snow), de Makoto
Sasa (Estados Unidos)
- Estado de emergência (Living in Emergency / Living in Emergency), de Mark
N. Hopkins (Estados Unidos)
- Playground (Playground / Playground), de Libby Spears (Estados Unidos)


***
mostra MEIO AMBIENTE
- Pelo amor à água (Flow: For Love of Water / Flow: For Love of Water), de
Irena Salina (Estados Unidos)
- Nossos filhos nos acusarão (Nos enfants nous accuseront / That should not
be: our children will accuse us), de Jean Paul Jaud (França)
- Petróleo bruto (Crude / Crude), de Joe Berlinger (Estados Unidos)
- Vamos ganhar dinheiro (Let¹s Make Money / Let¹s Make Money), de Erwin
Wagenhofer (Áustria)
- No Impact Man (No Impact Man / No Impact Man), de Laura Gabbert, Justin
Schein (Estados Unidos)
- Plastic Planet (Plastic Planet / Plastic Planet), de Werner Boote
(Áustria)
- Katanga Business (Katanga Business / Katanga Business), de Thierry Michel
(França)
- Roleta da fortuna (Good Fortune / Good Fortune), de Landon Van Soest
(Estados Unidos)

***
MOSTRA GERAÇÃO - uma seleção programada para crianças, jovens e
professores. A mostra oferece oficinas de produção, realiza o Vídeo Forum,
programa em que são apresentados trabalhos audivisuais totalmente feitos
por crianças e adolescentes e, apresenta filmes de diversas partes do
mundo. Este ano completa 10 anos e exibe filmes que se destacaram em sua
programação:

- Quem tem medo do lobo? (Kdopak by se vlka Bál / Who is Afraid of the
Wolf), de Maria Procházková (República Tcheca)
- Eu sei que você sabe (I Know You Know / I Know You Know), de Justin
Kerrigan (Reino Unido)
- O lar das borboletas escuras (Tummien Perhosten Koti / The Home of Dark
Butterflies), de Dome Karukoski (Finlândia)
- Cadê meu irmão? (Mein Bruder ist ein Hund / My brother is a dog), de
Peter Timm (Alemanha)
- Somos Todos Diferentes (Taare Zameen Par / Stars on Earth), de Aamir Khan
(Índia)
- Valo (Valo / Valo), de Kaija Juurikkala (Finlândia)
- As aventuras de Gui & Estopa (As aventuras de Gui & Estopa / The
Adventures of Gui & Estopa), de Mariana Caltabiano (Brasil)

A Paixão de Anticristo


Cena do filme "Anticristo", de Lars Von Trier, 2009.


Uma gata fêmea, bichinho fofo, fica grávida e, na hora de parir, procura o seu closet, aquele casaco que você mais gosta, para botar pra fora fetos finalmente completos, viscosos, sangrentos e ali mesmo, no seu casaco, ela vai lamber o sangue das crias, desprezar sem culpa os filhotes defeituosos para finalmente comer a própria placenta. É tudo muito aterrorizante, é tudo muito caótico, mas é a coisa mais linda que você já viu.

'Anticristo', filme que o dinamarquês de Lars Von Trier fez para se livrar de uma depressão aguda que o levou ao hospital, é como assistir ao parto de uma ninhada de gatos. É ser convencido de que o caos, o mal, a confusão, a intuição e a paixão são aspectos de um mesmo princípio, que é dele que o mundo é feito. O princípio feminino - a coisa mais linda que você já viu.

De cara, ter a coragem de, em tempos politicamente corretos, fazer um filme-tese para dessacralizar a mulher é adimirável. Ser fofo com as mulheres, e fazê-las delas vítimas incondicionais é a regra número um para que se seja aceito entre os seus. Fora as sábias histórias de crianças, cheias de bruxas e madrastas, a Literatura trata o Mundo como antagonista da Mulher.

Lars Von Trier diz que não. Que o Mundo, com toda a sua confusão e caos, o Universo impedoso, é a mulher. É o feminino. É a natureza. Para se recuperar do luto pelo filho que caiu da janela e morreu, um casal viaja para uma cabana no meio de uma floresta linda, quase luxiriante, quase pornográfica. No filme, o local se chama Éden. Adão e Eva vão voltar a ele para um acerto de contas.

Éden, localizado numa floresta da Alemanha, é verde, lindo, a brisa bate, a luz brilha a água é cristalina. Aos poucos e sem truques, apenas orientados pela a câmera, percebemos que o Éden é úmido, frio, tem insetos, que os insetos são esquisitos, que tem pássaros que devoram as crias defeituosas, onde a vegetação briga violentamente entre si pela sobrevivência: trepadeiras se enroscam ocupando violentamente tudo o que tocam, raízes estupram e exploram a terra. Predadores devoram filhotes. Decidido: a Natureza não tem compaixão. Jesus é compaixão. Logo, a Mulher, caótica, complicada, inconstante e dotada do mais natural dos equipamentos, o reprodutivo, é o Anti-Jesus. O Anticristo.

Charlotte Gainsbourg faz o papel da Eva que perdeu, ou matou, o filho que tanto amava. Uma escolha capital para o filme, uma vez que a figura da francesa, magra, frágil, doce, vai no filme, ter que provar ao público que é o Mal encarnado, inclusive cortando o próprio clitoris com uma tesoura, afim de nos lembrar que as civilizações primitivas, tão superestimadas por antropólogos e liberais, frequentemente castram suas mulheres. Willem Dafoe, escalado porque fez o papel de Cristo no filme A Última Tentação de Cristo, de Scorcese, sangra muito mais durante o filme.

Lars Von Trier está de mau humor. E um mau humor mais descomunal do que seus detratores, portanto, nem cheguem perto, não dá pra "ganhar" do cara. Os já famosos 1os 10 minutos de filme, em preto e branco, com câmera lenta de altissima definição são, de fato, acachapantes. E contam várias histórias sem um diálogo sequer, uma vez que perto do fim do filme chega-se à conclusão de que a criança era na verdade o Anticristo, pelo menos na cabeça da mãe, que havia passado o verão na cabana do Éden pesquisando sobre a História da exploração da mulher pelo homem e que chegou a conclusão de que ela, e todas as mulheres, e toda a natureza, são Satã, sem haver nada de errado nisso, sendo o filho o Anticristo, que deveria ser torturado e assassinado sistematicamente por sua própria mãe que, descobriremos no fim do filme, deformava os pés do filho (tranformando-os em cascos demoníacos) para que um dia ele se desequilibrasse e caísse da janela.

As cenas em preto e branco, que descrevem o pouco de rotina de felicidade e harmonia do casal protagonista são as que justamente usam mais tecnologia. Para Lars Von Trier e seu mau humor, a tecnologia, o homem tecnológico é o que nos salva do Mal. E que " zebrinha listrada, coelhinha da páscoa, ursinho peludo? Vão se f*".

Quando o casal faz amor ela pede para tomar uns tapas. Acadêmico, Intelectual, civilizado, AntiNatural, o marido se recusa, justificando: não bato porque te amo. "Então você não me conhece", diz a esposa. É desse desconhecimento da mulher, da natureza humana, da natureza de animais e plantas, que Anticristo quer nos tirar. Quem já bateu em mulher na hora do sexo se deu bem e se você, moço ou moça, não sabe disso ainda, tá na hora de saber. Anticristo de Lars Von Trier que iluminar você de idéias pagãs, graças a Deus.

"A fonte de toda a arte é a psique humana primitiva, necessidade pré-linguística de resolução de todo o cansaço e discordância através da beleza e da harmonia." - diz o teórico americano Robert McKee. Anticristo é a tentativa de Lars Von Trier em resolver o seu próprio cansaço e discordância com o o mundo, apelando para um festival possivelmentente nunca antes visto de imagens belas e harmônicas.

Tenho uma gata, Ana, castrada, que uma vez, para mostrar quem mandava na casa, tascou-me uma unhada no canto do olho, mostrando que me cegaria se um dia precisasse. A ferida que a gata fez no canto do meu olho verteu sangue. Me olhando no espelho, parecia que eu chorava sangue. Mesmo assim, limpei a ferida e olhei para minha gata com uma ternura que não caberia no Éden. E me senti no Paraíso.

Manhattan e porque a vida vale a pena.



"Well, all right, why is life worth living?
That's a very good question.


Well, there are certain things, I guess,
that make it worthwhile.



Like what?



OK... for me...




Ooh, I would say Groucho Marx,
to name one thing.





And Willie Mays.




And... the second movement
of the Jupiter Symphony.






And... Louis Armstrong's
recording of Potato Head Blues.






Swedish movies, naturally.





Sentimental Education by Flaubert.


“Mme. Arnoux se encontrava de novo. Estava a ler uma brochura de capa cinzenta. Os cantos da boca e a testa franziam-se-lhe por momentos, e na fronte passava-lhe um clarão de prazer... Pus-me então a invejar aquele que escrevera essas coisas que a interessavam. Quanto mais contemplava, mais sentia que entre nós se cavavam abismos. Pensava em abandoná-la... se lhe ter arrancado uma palavra...sem lhe deixar sequer uma recordação!...”



Marlon Brando,





Frank Sinatra.





Those incredible
apples and pears by Cezanne.








The crabs at Sam Wo's.







Tracy's face."

O Fim do Frio




Traduzindo um Dylan Thomas

As mãos estavam cansadas, apesar de toda a noite terem repousado em cima dos lençóis da cama e dele só as ter levado à boca e ao seu coração revolto. As veias corriam, insalubremente regatos azuis, para o branco mar. O leite ao lado fumegava de uma chávena nicada. Cheirou a manhã, e soube que os galos dos pátio inclinavam as cabeças e cantavam ao sol. Que eram os lençóis envolventes senão as mortalhas dos defuntos? Que era o relógio vozeiro, batendo entre as fotografias da mãe e da falecida mulher, senão a voz dum velho inimigo? O tempo era suficientemente misericordioso para lhe deixar o sol vir à cama, e impiedoso para despedir o sol a badaladas quando a noite caía e mais ainda ele precisava da luz rubra e do claro calor.

Melhores Roteiros de todos os Tempos I: Annie Hall





Aula de roteiro. Uma das maiores aberturas e finais da História do Cinema


ANNIE HALL

written by
Woody Allen
Marshall Brickman


ABERTURA


(Sound and Woody Allen monologue begin)


FADE IN:

White credits dissolve in and out on black screen. No sound.


FADE OUT: credits



FADE IN:

Abrupt medium close-up of Alvy Singer doing a comedy monologue. He
wearing a crumbled sports jacket and tieless shirt; the background is stark.

ALVY
There's an old joke. Uh, two elderly
women are at a Catskills mountain
resort, and one of 'em says: "Boy, the
food at this place is really terrible."
The other one says, "Yeah, I know, and
such ... small portions." Well, that's
essentially how I feel about life. Full
of loneliness and misery and suffering
and unhappiness, and it's all over much
too quickly. The-the other important
joke for me is one that's, uh, usually
attributed to Groucho Marx, but I think
it appears originally in Freud's wit and
its relation to the unconscious. And it
goes like this-I'm paraphrasing: Uh ...
"I would never wanna belong to any club
that would have someone like me for a
member." That's the key joke of my adult
life in terms of my relationships with
women. Tsch, you know, lately the
strangest things have been going
through my mind, 'cause I turned forty,
tsch, and I guess I'm going through a
life crisis or something, I don't know.
I, uh ... and I'm not worried about aging.
I'm not one o' those characters, you know.
Although I'm balding slightly on top, that's
about the worst you can say about me. I,
uh, I think I'm gonna get better as I get
older, you know? I think I'm gonna be the-
the balding virile type, you know, as
opposed to say the, uh, distinguished
gray, for instance, you know? 'Less I'm
neither o' those two. Unless I'm one o'
those guys with saliva dribbling out of
his mouth who wanders into a cafeteria
with a shopping bag screaming about
socialism.
(Sighing)
Annie and I broke up and I-I still can't
get my mind around that. You know, I-I
keep sifting the pieces of the relationship
through my mind and-and examining my life
and tryin' to figure out where did the
screw-up come, you know, and a year ago we
were... tsch, in love. You know, and-and-and
... And it's funny, I'm not-I'm not a
morose type. I'm not a depressive character.
I-I-I, uh,
(Laughing)
you know, I was a reasonably happy kid,
I guess. I was brought up in Brooklyn
during World War II.



FINAL

Alvy and Annie shake hands and kiss each other friendly like. Annie crosses
the street, Alvy watching her go. Then he turns, and slowly walks down the
street off screen. His voice is heard over the scene:

ALVY'S VOICE-OVER
After that it got pretty late. And we
both hadda go, but it was great seeing
Annie again, right? I realized what a
terrific person she was and-and how much
fun it was just knowing her and I-I
thought of that old joke, you know, this-
this-this guy goes to a psychiatrist and
says, "Doc, uh, my brother's crazy. He
thinks he's a chicken." And, uh, the
doctor says, "Well, why don't you turn
him in?" And the guy says, "I would, but
I need the eggs." Well, I guess that's
pretty much how how I feet about
relationships. You know, they're totally
irrational and crazy and absurd and ...
but, uh, I guess we keep goin' through it
because, uh, most of us need the eggs.




THE END


Baixa o roteiro completo, faz o favor? Aqui.





Para comemorar os cinco anos da Revista de Domingo do Jornal O Globo, fui convidado a bolar uma lista dos cinco álbuns mais bacanas para se ouvir na estrada, e porquê.

Saiu hoje na Revista. Mas palhinha mesmo, ouvir um tantinho de cada um, só aqui, no Dodomundi. Uma musiquinha da cada álbum. Você baixa, coloca no seu ipod e... viaja, ne?

Download do set abaixo: http://www.sendspace.com/file/wpigkw


1. Forever on my Mind - Son House - Do Álbum Father of the Delta Blues # Para o viajante solitário, que vai para a estrada para se perder e se encontrar, o Blues americano e sua vertente Delta Blues, traduz em letras dilacerantes o estado da alma de quem precisa se deslocar por conta de se sentir deslocado.

2. Ma Ligne De Chance - Anna Karina & Jean Paul Belmondo - Do Álbum Bandes Originales Des Films De Jean Luc Godard # Os personagens de Godard adoram pegar uma estrada. Ouvir essa coletãnea de trilhas de seus filmes equivale voltar aos anos 60 e dirigir um corvette ao lado da Anna Karina, o que não é pouco.

3. Come Wind Come Rain - Vashti Bunyan - Do Álbum Some Things Just Stick in Your Mind # Para mulheres em estradas com chuva. Descabeladas, com os olhos embaçados de lágrimas, entenderem, pela voz emocionante dessa desconhecida cantora britânica dos anos 60, que vai ficar tudo bem.

4. Um Girassol da Cor de Teu Cabelo - Lô Borges - Do Álbum Clube da Esquina # Cair na estrada e refletir sobre caminhos. Os mineiros, desde Guimarães Rosa e seu Veredas, fazem isso como ninguém. O Clube da Esquina nos faz isso com música.

5. Autobahnn - Kraftwerk - Do Álbum Autobahn # Para estradas bem cuidadas e carros velozes. Um disco originamente feito para ser trilha sonora futurista e animada de passeios pelas estradas velozes da Alemanha não poderia ficar fora.

O Rádio, a cabeça e o Corpo

"Bach" Grupo Corpo 1996 - Cenografia Paulo Pederneiras






"In Rainbows" Radiohead 2009 - Cenografia Andi Watson




Ou seria o contrário?

Johnie Blue

No ano de 2005, dei essa entrevista ao Jô. Enquanto esperava nervoso no camarim, me foi oferecida uma garafa de uísque J. Walker Blue Label. Aceitei. Foram 4 curtas horas de espera, graças ao destilado.

E graças a ele, o Johnie Blue, a entrevista correu assim:


Zooey Deschanel canta The Smiths




Please Let Me Get What I Want

o amparo que as espécies se dão

AGROVAL - MANOEL DE BARROS


“...onde pululam vermes
de animais e plantas e
subjaz um erotismo criador
genésico”
M. Cavalcanti Proença





Por vezes, nas proximidades dos brejos ressecos, se encontram arraias enterradas. Quando as águas encurtam nos brejos, a arraia escolhe uma terra propícia, pousa sobre ela como um disco, abre com as suas asas uma cama, faz chão úbere por baixo, - e se enterra. Ali vai passar o período da seca. Parece uma roda de carreta adernada.


Como pouco, por baixo de suas abas, lateja um agroval de vermes, cascudos, girinos e tantas espécies de insetos e parasitas, que procuram o sítio como um ventre.


Ali, por debaixo da arraia, se instaura uma química de brejo. Um útero vegetal, insetal, natural. A troca de linfas, de reima, de rumem que ali se instaura, é como um grande tumor que lateja.


Faz-se debaixo da arraia a miniatura de um brejo. A vida que germinava no brejo, transfere-se para o grande ventre preparado pela matrona arraia. É o próprio gromel dos cascudos!


Penso na troca de favores que se estabelece; no mutualismo; no amparo que as espécies se dão. Nas descargas de ajudas; no equilíbrio que ali se completa entre os rascunhos de vida dos seres minúsculos. Entre os corpos truncados. As teias ainda sem aranha. Os olhos ainda sem luz. As penas sem movimento. Os remendos de vermes. Os bulbos de cobras. Arquétipos de carunchos.


Penso nos embriões dos atos. Uma boa disforme de rapa- canoa que começa a querer se grudar nas coisas. Rudimentos rombudos de um olho de árvore. Os indícios de ínfimas sociedades. Os liames primordiais entre paredes e lesmas. Também os germes das primeiras idéias de uma convivência entre lagartos e pedras. O embrião de um mussum sem estames, que renega ter asas.


Antepassados de antúrios e borboletas que procuram uma nesga de sol.


Penso num comércio de frisos e de asas, de sucos de sêmem e de pólen, de mudas de escamas, de pus e de sementes. Um comércio de cios e cantos virtuais; de gosma e de lêndeas; de cheiro de íncolas e de rios cortados. Comércio de pequenas jias e suas conas redondas. Inacabados orifícios de tênias implumes. Um comércio corcunda de armaus e de traças; de folhas recolhidas por formigas; de orelhas-de-pau ainda em larva. Comércio de hermafroditas de instintos adesivos. As veias rasgadas de um escuro besouro. O sapo rejeitando sua infame cauda. Um comércio de anéis de escorpiões e sementes de peixe.


E ao cabo de três meses de trocas e infusões , - a chuva começa a descer. E a arraia vai levantar-se. Seu corpo deu sangue e bebeu. Na carne ainda está embutido o fedor de um carrapato. De novo ela caminha para os brejos refertos. Girinos pretos de rabinhos e olhos de feto, fugiram do grande útero, e agora já fervem nas águas das chuvas.


É a pura inauguração de um outro universo. Que vai corromper, irromper, irrigar e recompor a natureza.


Uma festa de insetos e aves no brejo!



Gramática Expositiva do Chão (Poesia quase toda) – Manoel de Barros.
Editora Civilização Brasileira – edição 1990.

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